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Cirurgia Vascular

08/07/2021Especialidade Médica
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A cirurgia vascular é a especialidade médica que cuida dos vasos sanguíneos e da circulação sanguínea. Pensando nas doenças que abrangem o sistema linfático, as artérias e as veias, listamos as mais tratadas pela cirurgia vascular:

Varizes

As varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo, com maior incidência no sexo feminino.

As principais queixas clínicas dos pacientes são: dor tipo “queimação” ou “cansaço”, sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo, que, freqüentemente, melhoram com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando se permanece por longo tempo em pé ou sentado, no calor, nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

Não existe nenhuma relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação ou uso de salto alto, assim como não há influência com relação a carregar peso. Subir escada pode ser considerado até um exercício físico, portanto, ajuda a incrementar o retorno venoso.

A ginástica, desde que recomendada pelo médico e acompanhada por professores de educação física, não só não provoca varizes como também é bastante aconselhável para evitá-las. Quanto à musculação, desde que não seja exagerada, não tem contra-indicação.

Dicas úteis para evitar varizes:

- Evitar ganhos exacerbados de peso.

    - Dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal.

    - Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado.

    - Não usar cintas abdominais apertadas.

    - Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica.

    - NÃO FUMAR!!!

    - Utilizar sistematicamente meias elásticas, principalmente durante a gravidez.

    - Evitar hormônios anticoncepcionais.

    - Consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular!

    O tratamento específico das varizes depende, fundamentalmente, da veia a ser tratada. Aqueles cordões varicosos, salientes e visíveis, que elevam a pele, e aquelas pequenas veias de trajeto tortuoso ou retilíneo são de tratamento cirúrgico; já as telangiectasias ou aranhas vasculares devem ser tratadas pela escleroterapia (injeção de uma solução esclerosante dentro destes vasos).

    As veias que são retiradas, por estarem doentes, não colaboram para a circulação; ao contrário, sua retirada causa melhoria na drenagem venosa dos membros inferiores, aliviando sintomas e prevenindo as implicações da evolução da doença.

    Naqueles pacientes que não querem ou não podem fazer nenhum dos tipos de tratamento citados, pode ser empregado o tratamento clínico com medicamentos, elevação dos membros inferiores e, fundamentalmente, o uso de meia elástica.

    Aneurisma

    O aneurisma consiste na dilatação da parede de uma artéria que pode acabar rompendo e provocando uma hemorragia. Os locais mais afetados são a artéria aorta, que leva o sangue arterial para fora do coração, e as artérias cerebrais, que levam o sangue para o cérebro.

    Normalmente o aneurisma cresce muito lentamente e, por isso, é comum que não provoque qualquer tipo de sintoma, acabando por ser descoberto apenas quando rompe. Porém, existem situações em que o aneurisma vai crescendo até atingir um tamanho muito grande ou até pressionar alguma região mais sensível. Quando isso acontece, podem surgir sintomas mais específicos, que variam de acordo com a sua localização:

    Aneurisma cerebral

    O aneurisma cerebral é na maioria das vezes descoberto durante uma tomografia computadorizada, por exemplo. No entanto, quando o aneurisma cresce muito ou rompe, surgem sintomas como:

    - Dor de cabeça muito intensa, que piora com o tempo;

    - Fraqueza e formigamento na cabeça;

    - Aumento da pupila em apenas 1 dos olhos;

    - Convulsões;

    - Visão dupla ou embaçada.

    Além disso, algumas pessoas relatam a sensação de que a cabeça está quente e de que há um vazamento, por exemplo. Entenda mais sobre como identificar e tratar um aneurisma cerebral.

    Aneurisma da aorta

    Os sintomas de aneurisma na aorta variam de acordo com a região da artéria afetada, sendo os principais:

    - Pulsação forte na região abdominal;

    - Dor constante no peito;

    - Tosse seca constante;

    - Cansaço e falta de ar;

    - Dificuldade para engolir.

    Se surgir mais do que um sintoma destes é aconselhado consultar um clínico geral para fazer exames de diagnóstico, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e confirmar a presença do aneurisma.

    Trombose venosa

    A trombose é a formação de um coágulo no sangue (trombo) que obstrui ou dificulta a circulação de um vaso sanguíneo qualquer. A depender do local afetado e da extensão do quadro, os sintomas da trombose variam. Eles envolvem inchaço, vermelhidão, limitações de movimento, dor etc. Às vezes, um desses coágulos se desprende e viaja pelo corpo, podendo causar tromboembolismo pulmonar ou um AVC.

    Há casos agudos em que o próprio organismo dissolve os coágulos, sem repercussões. O problema é quando o trombo se avoluma ou o bloqueio sanguíneo persiste, gerando, entre outras coisas, inflamações nas veias e artérias. As chamadas tromboses crônicas demandam tratamento justamente para evitar consequências mais graves. 

    Aliás, tromboses surgem no corpo todo — elas estão por trás de alguns casos de hemorroidas, por exemplo. Mas os vasos mais afetados são os das pernas.

    Aterosclerose

    A aterosclerose é a principal causa de morte no mundo ocidental. É caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sangüíneo aos tecidos irrigados por elas. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa, de cerca de 75% do calibre de uma artéria, para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).

    A aterosclerose é uma doença sistêmica, acometendo simultaneamente diversas artérias do ser humano. O quadro clínico apresentado pelo paciente vai depender de qual artéria está mais significativamente obstruída:

    Caso sejam as coronárias (artérias do coração), se produzirá a dor cardíaca durante o esforço – angina de peito – na evolução crônica ou o enfarte na evolução aguda.

    Caso sejam as carótidas (artérias do pescoço) se produzirão perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios na evolução crônica ou o derrame (acidente vascular encefálico) na evolução aguda.

    Caso sejam as artérias ilíacas e femorais (artérias de membros inferiores) se produzirão claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), queda de pêlos, atrofias da pele, unhas e musculares, e até mesmo impotência coeundi (dificuldade de ereção peniana) nos casos crônicos e gangrena nos casos agudos.

    Estudos epidemiológicos mostraram que a aterosclerose incide com maior freqüência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas “fatores de risco”:

    Idade: Predominante na faixa de 50 a 70 anos.

    Sexo: Predominante no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas”desviando suas gorduras sangüíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa a “proteção”desaparece.

    Hiperlipidemia: Indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.

    Tabagismo: Os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a aterosclerose que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.

    Hipertensão: A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.

    Sedentarismo: A atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação.

    Antecedentes familiares: Assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo negligenciar. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

    O angiologista e/ou cirurgião vascular é o médico indicado para avaliar e tratar a aterosclerose. Melhor que tratar é evitar o aparecimento da doença. Isso pode ser alcançado com uma dieta alimentar equilibrada, não fumando e praticando regularmente exercícios físicos. 


    Conte com nosso time de especialistas e os melhores recursos. Agende uma consulta: (85) 3288.4575.

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    Fontes: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
    NHS. Brain aneurysm: symptoms. 
    NHS. Abdominal aortic aneurysm: overview. 
    saude.abril.com.br

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