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O que é Radioterapia?

22/06/2021Oncologia
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O QUE É A RADIOTERAPIA?

A Radioterapia é um tratamento que utiliza a radiação ionizante para destruir células cancerígenas, impedir o crescimento de um tumor, reduzir a pressão que os tumores fazem sobre os órgãos e. Durante a sessão de Radioterapia, o paciente não consegue ver essas radiações e não sente dor alguma. A dose é calculada previamente para ser aplicada numa quantidade adequada, de acordo com o tamanho e o tipo de tumor, e de forma que conserve as células sadias. Pode ser realizada de modo exclusivo ou junto a outras terapias.

No Brasil, metade dos pacientes oncológicos é tratada com Radioterapia. É um meio eficaz de acabar com o tumor, controlando a doença. E em casos mais avançados melhora a qualidade de vida, pois reduz o tamanho do tumor, proporcionando alívio ao pacientes, reduzindo dores, sangramentos e outros sintomas.

O Hospital Haroldo Juaçaba é pioneiro em radioterapia no Ceará e possui equipe médica de excelência com experiência no tratamento oncológico, usando as mais modernas técnicas que diminuem a quantidade de sessões e que oferecem precisão no tratamento. A Radioterapia do HJ utiliza técnicas inovadoras no tratamento oncológico oferecendo eficácia e proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes.

 

Formas de tratamento

Dependendo do tipo de câncer e da necessidade de tratamento de cada paciente, a radioterapia pode ser: neoadjuvante, curativa, adjuvante ou paliativa. Entenda melhor:

  • Neoadjuvante: usada para reduzir o tamanho do tumor, melhorando a visibilidade para os médicos durante a cirurgia e evitando danos a partes sadias do tecido durante o procedimento. Pode ser usada para estômago, parte moles, tumores do reto.
  • Adjuvante: quando realizada junto à quimioterapia ou à cirurgia. Pode ser usada para tumores no pulmão, colo do útero, cabeça e pescoço, mama, sistema nervoso central, linfomas e outros.
  • Curativa: nesse caso a radioterapia é o meio principal de tratar o paciente, mas pode ser utilizada em conjunto à quimioterapia ou em substituição à cirurgia nos casos mais delicados. Pode ser utilizada para câncer de pulmão, colo do útero, cabeça e pescoço, mama, sistema nervoso central, linfomas, ânus e outros.
  • Paliativa: utilizado para casos mais avançados, a fim de diminuir as dores, melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzir sangramentos.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais variam de acordo com cada paciente, com a dose utilizada no tratamento e o estágio da neoplasia. O paciente pode sentir irritação no tecido que recebeu a radiação ou até não sentir nada. É importante que sempre reporte ao médico o sintoma sentido a fim de minimizar os efeitos.

Alguns pacientes temem a Radioterapia por medo de efeitos como queda de cabelo, mas isso não ocorre durante o tratamento porque a radiação é baixa e menos tóxica do que no passado.

O paciente pode sentir ainda, perda de apetite e dificuldade de ingerir alguns alimentos, cansaço ou a pele um pouco irritada.

 

Chances de cura

A Radioterapia complementa o tratamento oncológico. Em alguns casos é utilizada após a cirurgia, para acabar com as células doentes. As chances de cura variam principalmente devido: o estágio da doença, o tipo de câncer e o tipo de tratamento. Quando em estágio inicial as chances são mais altas. Nos casos de câncer de mama, por exemplo, quando tratado no início as chances de cura chegam a 95%.

 

Como é a sessão de Radioterapia?

O paciente é recebido no setor e agenda a primeira consulta na qual conversará com o médico radio-oncologista, que analisará o histórico do paciente, se já fez quimioterapia e outros fatores para determinar a quantidade de sessões para um tratamento eficaz.

A quantidade de sessões varia de acordo com o tipo de câncer, o estágio e a localização do tumor. Para alguns casos são recomendados 5 sessões (alguns cânceres de próstata, por exemplo), mais de 20 sessões ou mais de 40 sessões. O médico faz um exame de imagem para mapear a área que será tratada, fazendo uma marcação na pele com uma tinta. Já nos casos de tumor de cabeça e pescoço, no lugar da tinta é feita uma máscara de plástico para marcar a área a ser tratada.

Cada sessão de tratamento dura de 10 a 20 minutos. Diferente da quimioterapia, o paciente faz as sessões diariamente. A sessão não dói. O paciente não sente e nem vê nada, pois a radiação é invisível. 

Principais dúvidas sobre o tratamento oncológico

                                                              i.      Vou sentir dor?

A sessão não dói. O paciente não sente e nem vê nada, pois a radiação é invisível. A sessão é tranquila, sem barulhos, com a máxima tranquilidade para deixar o paciente confortável e evitar que se mova, a fim de que a radiação foque no órgão corretamente e trate apenas o tecido onde está o tumor.

 

                                                            ii.      Cabelos caem?

Os cabelos geralmente não caem, dependendo da região a ser irradiada e da dose de radiação. Em casos muito específicos, como câncer de cabeça e se a dose for muito alta, pode haver queda do cabelo

 

 

                                                          iii.      Quais remédios posso tomar?

Você deve sempre consultar o seu oncologista clínico que acompanhará você durante todo seu tratamento, pois cada pessoa recebe medicamentos diferentes na quimioterapia.

Jamais tome remédios por conta própria.

 

                                                          iv.      O que posso comer?

É importante consultar sua nutricionista para saber quais alimentos consumir e quais devem ser evitados. De todo modo é recomendado você beber de dois a três litros de líquido por dia, entre água, chás, sucos, água de coco e outros. Se tiver alguma restrição a líquido peça orientação ao seu médico.

 

 v.      Em caso de intercorrências a quem recorrer?

O Hospital Haroldo Juaçaba possui Unidade de Intercorrência Oncológica (UIC) para seus pacientes. Sempre que houver uma intercorrência, algum efeito colateral ou mal-estar, o paciente pode procurar a Unidade para atendimento integral, contando com médico plantonista, enfermeira e time de enfermagem e todo o suporte que necessitar.

Cuidados necessários ao paciente

a)     No dia do tratamento

Evite usar roupas justas, tecidos mais grossos ou jeans. Dê preferência a roupas leves e largas, preferencialmente de algodão.

Antes de ir ao hospital para a sessão de radioterapia, limpe bem a pele, evite passar qualquer produto como creme ou pomada.

 

                 b)     Corporal

Quando se inicia a radioterapia, a pele pode ficar sensível. Logo é importante que se tenha cuidado ao tomar banho, evitando altas temperaturas, procurando tomar banho com água morna e sabonete neutro. A pele deve ser enxugada de forma suave, leve, com toalha.

 

Evite ducha ou grande impacto da água sobre a pele. Não use o papel higiênico para limpeza. Lave somente com água e sabonete neutro. Após a sessão, aplique um pouco de hidratante, conforme orientação médica, com suavidade até que a pele fique quase totalmente seca.

 

Proteja a pele da luz solar pelo menos por 1 ano após o tratamento.

 

Técnicas utilizadas

No Hospital Haroldo Juaçaba os radio-oncologistas e toda a equipe da Radioterapia utiliza as técnicas mais avançadas no tratamento oncológico. O HJ possui o terceiro maior parque de Radioterapia do Brasil, contando com 6 aceleradores lineares, máquinas que irradiam o tecido e as células tumorais. Conheça algumas das técnicas aplicadas para tratamentos mais rápidos, eficazes e seguros.

 

Radioterapia com Modulação da Intensidade do Feixe (IMRT)

Técnica que utiliza a tomografia ou ressonância magnética para mapear a área a ser irradiada e planejar o tratamento com base nessas imagens, para que foque no alvo e outras áreas do corpo não sejam afetadas.

É aplicada em tumores de cabeça e pescoço, cerebrais e similares.

 

Radioterapia guiada por imagem (IGRT)

Usada junto com a IMRT, ajuda a preservar tecidos saudáveis. Com essa técnica é possível ver em tempo real a localização do tumor e calcular o local exato da irradiação, levando em conta a respiração do paciente movimentos dos órgãos.

 

Arcoterapia de intensidade modulada (VMAT)

Uma evolução do IMRT, essa técnica permite direcionar melhor a dose de irradiação no alvo tumoral, poupando ao máximo tecidos sadios, e com menor tempo de tratamento. Usa arcos que rodam em 360º rapidamente, aplicando a dose de forma precisa. Com isso reduzimos o tempo de tratamento e reduzimos a chance do paciente se mover durante a sessão.  

Radiocirurgia (intracraniana e radioterapia ablativa estereotáxica extracraniana)

Tratamento não invasivo para aplicação de altas doses de radiação em uma determinada lesão cerebral em uma única fração (hipofracionamento) ou em poucas frações.

É utilizada para tumores cerebrais, de próstata, pulmão, coluna vertebral, fígado, rins, dentre outros, alinhando maior controle tumoral, precisão e menor duração de tratamento.

 

             Mitos e Verdades

Meu corpo vai ficar radioativo ou contaminado durante o tratamento?

Mito. A radioterapia não deixa nenhum tipo de radiação no corpo. Tanto o paciente quanto a família podem ficar tranqüilos.

É recomendado que o paciente não beba álcool ou fume?

Verdade. Durante todo o tratamento, inclusive durante a quimioterapia também, pois  as substâncias presentes no fumo e álcool podem prejudicar a recuperação.

A sessão é demorada e dói?

Mito. Com o avanço da tecnologia as sessões estão cada vez mais rápidas e a quantidade de sessões tem diminuído. Cada sessão dura de 10 a 20 minutos. O paciente não sente nenhuma dor.

É preciso uma equipe multidisciplinar?

Verdade. Durante o tratamento o paciente é acolhido de forma integral no Hospital Haroldo Juaçaba, o que significa que terá o cuidado do médico oncologista, do médico radio-oncologista, de técnicos, de equipes de enfermagem, nutricionista, psicólogo, farmacêutico fisioterapeuta e muitos outros profissionais que formam a equipe multidisciplinar para oferecer um cuidado completo.

Todos os pacientes oncológicos precisam fazer radioterapia?

Mito. Nem todo câncer precisará de radioterapia. Só o oncologista clínico poderá orientar se o tratamento é necessário. Dependerá do tipo de tumor e do quadro clínico do paciente. No Brasil, segundo o INCA, 50% dos pacientes oncológicos fazem radioterapia.

Radioterapia e quimioterapia se complementam?

Verdade. A radioterapia não substitui a quimioterapia. São tratamentos complementares. Enquanto a quimioterapia demora mais e usa medicamentos que agem no corpo todo, a radioterapia usa radiação, invisível e indolor, e localizada apenas no órgão, nas células tumorais.

Meu cabelo vai cair com a radioterapia?

Mito. O cabelo do paciente não cai devido a sessões de radioterapia. É comum que o cabelo caia apenas durante a quimioterapia.

Os efeitos colaterais são fracos e inofensivos?

Verdade. Os efeitos colaterais em geral não são fortes. Mas é preciso ficar atento e procurar o médico caso sinta algum sintoma que incomode ou prejudique as atividades diárias.

É preciso ser internado para fazer radioterapia?

Mito. A sessão de radioterapia é rápida. O paciente vai ao hospital, faz a sessão e vai para casa.

O paciente pode dirigir após sessão de radioterapia?

Verdade. O paciente pode fazer praticamente tudo da sua rotina normalmente. Dirigir é uma dessas atividades. Mas é importante consultar o médico antes de realizar qualquer uma delas.

 

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